Ícone do site Estação Litoral SP

Confiança do consumidor recua pela quarta vez consecutiva em abril, diz ACSP

Confiança do consumidor recua pela quarta vez consecutiva em abril, diz ACSP

Confiança do consumidor recua pela quarta vez consecutiva em abril, diz ACSP

Essa piora generalizada da confiança resultou em diminuição da disposição a comprar itens de maior valor, como carro e casa

O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pela PiniOn, alcançou, em abril, 95 pontos, recuando 2,1%, em relação a março, e 3,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Trata-se da quarta queda mensal consecutiva do INC, com aprofundamento no campo pessimista (abaixo de 100 pontos). A sondagem foi realizada com uma amostra de 1.679 famílias, em nível nacional, residentes em capitais e cidades do interior.

Em termos regionais, houve queda da confiança para a quase totalidade das regiões do País, com exceção da Norte, onde a confiança se elevou levemente. No caso das classes socioeconômicas, ocorreu recuo para as classes AB e DE e aumento discreto para a C.

Além disso, continuou havendo deterioração da percepção das famílias, sobretudo em relação às expectativas futuras de renda e emprego, e, em menor medida, em termos da situação financeira atual, com a segurança no emprego apresentando leve aumento.

Essa piora generalizada da confiança resultou em diminuição da disposição a comprar itens de maior valor, como carro e casa, além de bens duráveis, como geladeira e fogão. A propensão a investir para o futuro também apresentou redução.

Em síntese, o INC de abril continuou a sinalizar uma contração, tanto na comparação mensal, quanto em termos interanuais, fazendo com que o índice se aprofundasse ainda mais na zona pessimista.

Segundo o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, os sinais de desaquecimento da atividade econômica, que começam a se refletir no aumento do desemprego, além da aceleração da inflação, com destaque para os aumentos de preços de produtos básicos, como alimentos e bebidas, num contexto de elevado grau de endividamento das famílias e juros altos, continuam a afetar negativamente a confiança do consumidor.

Sair da versão mobile