Não tão inocentes: práticas cometidas por alguns podem causar danos à vida animal em Itanhaém

MEIO AMBIENTE – Ações como empinar pipas e descarte incorreto do lixo podem trazer consequências graves a aves e animais marinhos

Pela conservação da Mata Atlântica e belas paisagens naturais, a Cidade de Itanhaém se torna um bom destino para aqueles que preferem um lugar tranquilo para descansar e ter contato com o meio ambiente. Porém, tanto aqueles que visitam a Cidade quanto a população local devem lembrar que dividem o espaço com mais um grupo, os animais silvestres.

Algumas ações podem resultar em graves consequências para a vida animal. Uma delas é a brincadeira de empinar pipas. A atividade, que parece ser inofensiva, é capaz de causar problemas à vida de aves locais. Isso porque a linha utilizada para manter o brinquedo no ar pode enroscar na asa do animal, causando um acidente.

Na Cidade, uma espécie presente é a coruja-buraqueira. A ave possui esse nome pelo seu costume de viver em buracos cavados no chão para se proteger durante o dia. Por ser encontrada em restingas de praias, é comum a presença da coruja na Cidade, que se alimenta de insetos e pequenos roedores, controlando a população desses animais.

Outro problema que afeta a fauna local é o lixo descartado inadequadamente nas praias, que pode causar a morte de espécies marinhas, como tartarugas, e de aves, como as gaivotas. Esses animais possuem dificuldade de diferenciar o lixo de seu alimento e acabam ingerindo resíduos que fazem mal para eles.

Para conservar a vida animal local, evite jogar lixo nas praias. Se encontrar um buraco no solo, não tampe ou perturbe, pois pode ser habitat de uma coruja-buraqueira. Outra dica é não soltar pipas em locais com grande circulação de aves.

Caso encontre algum animal machucado ou debilitado, acione o Instituto Gremar (Resgate de Animais Marinhos) que atua no resgate e na reabilitação de animais marinhos e silvestres por meio do telefone (13) 3426-8168, ou pelo endereço Av. Presidente Vargas, 611, no Centro, em frente à praia. O Instituto, fundado em 2004, trabalha com equipes multidisciplinares por intermédios de ações de educação ambiental e atendimento a emergências relacionadas à fauna.

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