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Deputada cobra governo Lula após morte em rope jump

Deputada cobra governo Lula após morte em rope jump na Ponte do Esqueleto

Deputada cobra governo Lula após morte em rope jump na Ponte do Esqueleto

Rosana Valle (PL) questiona se a União sabia da prática de esportes radicais na estrutura abandonada em Limeira-SP e cobra inventário de áreas federais com riscos semelhantes

A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) acionou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A jovem foi arremessada sem cordas e não sobreviveu. A parlamentar quer saber se o governo federal tinha conhecimento da prática de atividades de alto risco na estrutura e por que nenhuma medida de segurança foi adotada.

O requerimento e as perguntas à União

No Requerimento 1.850/2026, endereçado nominalmente à ministra Esther Dweck, Rosana Valle questiona desde quando a Secretaria do Patrimônio da União tinha ciência do uso da Ponte do Esqueleto para esportes de aventura e quais providências foram tomadas — especialmente em relação à restrição de acesso, fiscalização e prevenção de acidentes.

O documento também solicita esclarecimentos à Presidência da República sobre eventuais alertas anteriores, registros de acidentes no local, documentos técnicos, comunicações internas e ações adotadas pela União antes e depois da tragédia, ocorrida no dia 13 de junho.

Além disso, a deputada cobra um inventário nacional de imóveis federais com obras paradas ou em andamento utilizados para esportes de alto risco, protocolos de classificação por grau de perigo e informações sobre a articulação entre União, estados e municípios na prevenção de acidentes.

A Ponte do Esqueleto e o histórico de riscos

A estrutura conhecida como Ponte do Esqueleto tem cerca de 40 metros de altura e 350 metros de comprimento. Sua construção foi iniciada na década de 1990 pela Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa) para ampliar a rede de trens de passageiros. No início dos anos 2000, com o encerramento das atividades ferroviárias na região, a obra foi paralisada e a área abandonada.

Com o tempo, grupos passaram a utilizar a estrutura para ciclismo e saltos em queda livre. Segundo moradores, o local tem histórico de acidentes.

Empresa irregular e instrutores presos

A empresa responsável pelo salto de Maria Eduarda não era formalizada, e a modalidade de rope jump não é regulamentada no Brasil. Os três instrutores que lançaram a jovem sem corda foram presos em flagrante e seguem detidos. Outras três prisões foram realizadas no fim de semana seguinte à tragédia.

A Prefeitura de Limeira atribuiu publicamente a responsabilidade à União, por se tratar de uma obra sob tutela federativa.

“Não é possível que o governo federal largou a obra lá e não sabia de nada, inclusive para tomar providências, cercar a área e evitar esta tragédia”, afirmou Rosana Valle, que está no segundo mandato no Congresso Nacional e preside a Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo.

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