São Paulo Companhia de Dança retorna a Mongaguá para apresentações

Corpo artístico da Secretaria Estadual da Cultura e Economia Criativa, a São Paulo Companhia de Dança, volta a Mongaguá após seis anos para dois espetáculos gratuitos, nos dias 22 e 23 de fevereiro. Os eventos estão previstos para as 20 horas, no Centro Cultural Raul Cortez. Os interessados devem retirar os ingressos com duas horas de antecedência na bilheteria do local.

Gerido pela Associação Pró-Dança e dirigido por Inês Bogéa, o grupo traz um repertório formado por Suíte Bernstein (2018), de Erika Novachi e Edson Guiu; Pas de Deux de O Cisne Negro (2014), criação de Mario Galizzi a partir da versão original de 1895 de Marius Petipa (1818-1910); e Pivô (2016), com coreografia assinada por Fabiano Lima.

Outras atividades – Além das exibições noturnas, a companhia apresentará um espetáculo especial para os estudantes da Rede Municipal de Ensino, no dia 22 de fevereiro, às 15 horas. Na ação, o público estabelece contato geral com o universo da dança: assiste às coreografias e aos trechos de obras do repertório do grupo, além de receber material didático com ilustrações assinadas por cartunistas brasileiros.

“Levar a São Paulo para diversas cidades do nosso Estado é uma oportunidade para disseminar a arte da dança aos mais variados públicos. Este é um dos objetivos da Companhia de Todos Nós”, explica Inês Bogéa.

Serviço

São Paulo Companhia de Dança: Suíte Bernstein (2018), Pas de Deux de O Cisne Negro (2014), e Pivô (2016)
Datas: 22 e 23 de fevereiro – às 20 horas
Local: Centro Cultural Raul Cortez (Av. São Paulo, 3465 – Vera Cruz – 3507-5477)
Entrada gratuita
Classificação livre

Obras que serão apresentadas:

Suíte Bernstein (2018)
Coreógrafos: Erika Novachi e Edson Guiu
Música: Leonard Bernstein
Iluminação: Wagner Freire
Figurinos: Balletto por Luciana Mantegazza
Inspirada nas principais obras de Leonard Bernstein para a Broadway, este espetáculo reflete as inquietudes do compositor, pianista e maestro, através de uma jornada pelos grandes musicais. Somado a tudo o que Bernstein representou, da importância da sua obra erudita à defesa da transição entre os gêneros eruditos e populares e a sua atuação como maestro das principais orquestras do mundo, nasce Suíte Bernstein. É o homem renovador, emocional e provocador, sempre determinado a romper fronteiras.

Pas de deux de O Cisne Negro (2014)
Coreografia: Mario Galizzi a partir do original de 1895 de MariusPetipa (1818-1910)
Música: Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893)
Iluminação: Guilherme Paterno
Figurinos: Tânia Agra
Este duo marca o encontro do príncipe Siegfried com Odile, o Cisne Negro. Filha do feiticeiro Rothbart, ela deseja encantar o príncipe para que ele quebre sua jura de amor eterno à Odete, o Cisne Branco, durante um baile. Para enganá-lo, Odile sutilmente alterna sensualidade e doçura, e deixa transparecer toda sua maldade. Este é um dos grandes momentos do III Ato deste balé, um dos mais conhecidos do mundo.

Pivô (2016)
Coreografia: Fabiano Lima
Música: Quem sabe? (1859) cantada por Adriana de Almeida e executada ao piano por Olinda Allessandrini e Bailado dos Índios da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes (1836-1896), executada pela Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo, sob regência de Armando Bellardi
Iluminação: Guilherme Paterno
Figurino: Cássio Brasil
Criada para o Ateliê de Coreógrafos 2016, a obra se vale de referências do basquete, do hip-hop e da dança contemporânea. Com músicas de Carlos Gomes, a coreografia traz para a cena o ambiente brasileiro com sonoridades conhecidas. O figurino de Cássio Brasil dialoga com a luz de Guilherme Paterno e evidencia as diferentes camadas de cor da obra. “É uma coreografia de troca e percepção para entendermos como essa dança passa de um corpo para o outro. Gosto de trabalhar com elementos cênicos, dá identidade aos meus trabalhos”, diz Fabiano. A obra foi premiada com o terceiro lugar na escolha do júri como Melhor Espetáculo de Dança de 2016 na enquete promovida pelo Guia da Folha. 

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA
Direção Artística | Inês Bogéa
Criada em janeiro de 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é um corpo artístico da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado, gerido pela Associação Pró-Dança e dirigido por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. A São Paulo é uma Companhia de repertório, ou seja, realiza montagens de excelência artística, que incluem trabalhos dos séculos XIX, XX e XXI de grandes peças clássicas e modernas a obras contemporâneas, especialmente criadas por coreógrafos nacionais e internacionais. A difusão da dança, produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal de seu trabalho. A SPCD apresenta espetáculos de dança no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e é hoje considerada uma das mais importantes companhias de dança da América Latina pela crítica especializada. Desde sua criação, já foi assistida por um público superior a 660 mil pessoas em 17 diferentes países, passando por mais 136 cidades, em mais de 860 apresentações. Desde sua criação, a Companhia já acumulou 21 prêmios, nacionais e internacionais. Além da Difusão e Circulação de Espetáculos, a SPCD tem mais duas vertentes de ação: os Programas Educativos e de Formação de Plateia e Registro e Memória da Dança.

INÊS BOGÉA
È doutora em Artes (Unicamp, 2007), bailarina, documentarista, escritora e professora no curso de especialização Arte na Educação: Teoria e Prática da Universidade de São Paulo (USP). De 1989 a 2001, foi bailarina do Grupo Corpo (Belo Horizonte). Foi crítica de dança da Folha de S. Paulo de 2001 a 2007. É autora de diversos livros infantis e organizadora de vários livros. Na área de arte-educação foi consultora da Escola de Teatro e Dança Fafi (2003-2004) e consultora do Programa Fábricas de Cultura da Secretaria da Cultura do Estado (2007-2008). É autora de mais de quarenta documentários sobre dança.

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