Ícone do site Estação Litoral SP

Baixa estatura infantil exige atenção precoce e não deve depender do “estirão”

Baixa estatura infantil exige atenção precoce e não deve depender do “estirão”

Baixa estatura infantil exige atenção precoce e não deve depender do “estirão”

Especialista alerta que crescimento insuficiente na infância pode não ser recuperado na adolescência

Muitas famílias ainda acreditam que o crescimento dos filhos será resolvido naturalmente durante a adolescência. No entanto, esse comportamento pode esconder riscos à saúde. O médico Miguel Liberato faz um alerta: o chamado “estirão” de crescimento é um evento único, que ocorre na puberdade, e não funciona como compensação para atrasos acumulados na infância.

Segundo o especialista, o ganho de altura nessa fase costuma ser proporcional ao que a criança já apresentava antes de entrar na puberdade. Ou seja, se o crescimento não vinha ocorrendo de forma adequada, as chances de recuperação completa são menores quando o problema é identificado tardiamente.

Acompanhamento deve começar cedo

O monitoramento do desenvolvimento infantil deve ser contínuo, desde a gestação até a adolescência. Nos primeiros anos de vida, o crescimento é mais acelerado — um bebê pode crescer cerca de 25 centímetros no primeiro ano. Já a partir dos 3 anos, a média anual cai para cerca de 5 a 7 centímetros.

Quando a criança cresce menos de 4 centímetros em um ano, o sinal de alerta deve ser imediato. Outros indícios também merecem atenção, como a pouca troca de roupas e calçados ou a diferença significativa de altura em relação a crianças da mesma idade.

Possíveis causas vão além da genética

A baixa estatura nem sempre está ligada apenas à herança familiar. Em muitos casos, pode ser o primeiro sinal de doenças ou condições clínicas ainda não diagnosticadas, como hipotireoidismo, doença celíaca ou deficiências nutricionais.

Por isso, a avaliação médica é essencial para identificar a causa e definir a melhor abordagem.

Tratamento e diagnóstico precoce fazem diferença

O uso do hormônio do crescimento (GH) é uma alternativa terapêutica consolidada há décadas e regulamentada por órgãos como a Anvisa. No entanto, o tratamento só é indicado em casos específicos e após avaliação criteriosa.

Avanços recentes, como aplicações semanais, têm facilitado a adesão dos pacientes. Ainda assim, especialistas reforçam que o sucesso do tratamento está diretamente ligado ao diagnóstico precoce.

O acompanhamento regular com pediatras, aliado ao uso de curvas de crescimento, é fundamental para garantir que a criança atinja seu potencial máximo de desenvolvimento com saúde.

Sair da versão mobile