Brasil intensifica investimento no Bolsa Atleta e leva delegação recorde aos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026
Competição acontecerá entre 6 e 15 de março, e país terá oito atletas, sendo que alguns têm grandes chances de subir ao pódio
Entre 6 e 15 de março de 2026, o Brasil participará dos Jogos Paralímpicos de Inverno, na Itália, com a maior delegação da história: oito atletas. Esta edição também conta com um investimento recorde via programa Bolsa Atleta, somando R$ 1,7 milhão repassados entre 2024 e 2025 para os atletas brasileiros.
Com isso, o país busca transformar o apoio institucional em pódios inéditos nas modalidades de esqui e snowboard. Quando somadas as bolsas destinadas aos atletas paralímpicos de inverno entre 2013 e 2025, o valor total é de, aproximadamente, R$ 4 milhões, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (IPIE/UFPR). A análise do IPIE também mostra a evolução no número de bolsas distribuídas nesse período, passando de apenas uma bolsa em 2013 para 10 bolsas concedidas em 2025, somando 56 benefícios no intervalo pesquisado.
Partindo para sua terceira participação nos jogos paralímpicos, Aline dos Santos Rocha acumula 13 bolsas ao longo da sua carreira. Cristian Westemaier Ribera, também em sua terceira edição dos Jogos Paralímpicos, foi contemplado com 9 bolsas durante sua carreira. Mesma quantidade recebida por Andre Arenhart Barbieri. Aline e Cristian são as principais apostas de medalha para o Brasil em solo italiano.
O esqui cross-country paralímpico apresenta as melhores chances para o país nos Jogos Paralímpicos com Cristian Ribera. O paratleta é um dos principais nomes da modalidade e forte candidato ao ouro. Esta será a terceira participação de Ribera em Jogos Paralímpicos, após a sexta colocação em PyeongChang 2018 e a nona em Beijing 2022. Suas principais conquistas ocorreram no atual ciclo, incluindo o título no sprint do Mundial Paralímpico 2025 e o Globo de Cristal da classificação geral da Copa do Mundo Paralímpica 2025.
Os dados apurados pelo Instituto Inteligência Esportiva revelam ainda o mapa da distribuição dos recursos provenientes do programa Bolsa Atleta:
Por categoria, a “Bolsa Pódio” lidera o investimento com R$ 3, 2 milhões destinados a 26 bolsas, focando no alto rendimento.
Por gênero, atletas masculinos concentraram 32 bolsas (R$ 2,1 milhões), enquanto as mulheres somam 24 bolsas (R$ 1,6 milhão);
Por região, o Sul concentra a maioria dos atletas contemplados, com 26 bolsas e R$ 2,1 milhões investidos.
As modalidades paralímpicas de inverno abrangem esqui alpino, esqui cross-country, biatlo, snowboard, hóquei no gelo e curling em cadeira de rodas. O Brasil tem concentrado sua expansão no esqui cross-country e no snowboard.
Apesar de ser um país tropical sem neve natural, o Brasil viabiliza a preparação de seus atletas por meio de centros de treinamento no exterior e parcerias internacionais coordenadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.
A primeira participação brasileira ocorreu em Sochi 2014, com apenas dois atletas. Para 2026, a meta é consolidar o país no cenário global, garantindo que o talento nacional disponha de condições técnicas equivalentes às de potências tradicionais do inverno.


