Canoa havaiana cresceu no Brasil após chegada em Santos
Canoa havaiana chegou ao Brasil por Santos e se transformou em movimento esportivo, social e cultural presente em várias regiões do país.
A canoa havaiana começou a ganhar espaço no Brasil no ano 2000, quando o santista Fábio Paiva trouxe ao país a primeira embarcação da modalidade após conhecer o esporte durante uma viagem à Europa. O que inicialmente era um projeto ligado ao ecoturismo e às remadas entre amigos acabou se transformando em um dos movimentos esportivos e culturais que mais cresceram nas últimas décadas.
A ideia surgiu depois que Fábio assistiu a uma competição tradicional disputada no Havaí e decidiu que queria levar aquela experiência para o litoral brasileiro.
“Quando eu vi aquela canoa, eu falei: é isso que eu tenho que levar para o Brasil. Era uma forma de colocar meus amigos dentro e sair remando”, relembra.
Na época, a modalidade ainda era praticamente desconhecida no país. Após meses de negociações, a primeira embarcação chegou a Santos e chamou a atenção de atletas e frequentadores das praias.
Modalidade ganhou força com provas e integração
Com experiência em rafting e corridas de aventura, Fábio Paiva optou por apresentar a canoa havaiana inicialmente por meio de competições e encontros coletivos. A estratégia ajudou a ampliar a visibilidade do esporte e atrair novos praticantes.
Segundo ele, o maior impacto apareceu quando pessoas de diferentes perfis começaram a participar das remadas e compartilhar experiências ligadas à convivência e qualidade de vida.
“Quando comecei a abrir para pessoas de todos os perfis, comecei a ouvir os relatos. Foi quando entendi que estava com uma ferramenta de transformação na mão”, afirma.
Com o crescimento da prática, surgiu também a necessidade de estruturar a modalidade no país. Foi então criada a Associação Brasileira de Canoas Havaianas (ABRACHA), fundada por Fábio Paiva e sediada em Santos.
A entidade atua no fortalecimento da modalidade em diferentes regiões do Brasil, incentivando projetos ligados ao esporte, inclusão social, saúde e bem-estar.
Esporte também virou ferramenta social
Ao longo dos anos, a prática deixou de estar ligada apenas ao esporte e passou a integrar projetos terapêuticos, sociais e corporativos. O ambiente coletivo dentro da embarcação é apontado como um dos principais fatores para esse crescimento.
“Quando você coloca as pessoas dentro da canoa, você mostra, de forma lúdica, que elas precisam estar no mesmo barco”, destaca Fábio.
Atualmente, a canoa havaiana reúne milhares de praticantes em diversas regiões brasileiras e mantém forte ligação com iniciativas sociais desenvolvidas em Santos e no litoral paulista.
Entre os projetos apoiados pela ABRACHA estão o Projeto Ka.Ora, voltado à reabilitação de mulheres com câncer de mama, e o Projeto Sahy Remando, realizado com crianças e adolescentes no litoral norte de São Paulo.
Passados 25 anos da chegada da primeira embarcação ao país, a canoa havaiana segue crescendo no Brasil unindo esporte, convivência, inclusão e conexão com o mar.


