resgate de aves em Mongaguá

GEPAM realiza resgate de aves em Mongaguá e solta pintassilgo usado como isca

A fêmea de pintassilgo era mantida em cativeiro ilegal em uma gaiola com alçapão na Avenida Agenor de Campos.

O resgate de aves em Mongaguá mobilizou a Guarda Civil Municipal no último domingo. De fato, o Grupo Especial de Proteção Ambiental (GEPAM) encontrou uma fêmea de pintassilgo mantida em cativeiro ilegal na Avenida Agenor de Campos.

A ave silvestre estava presa em uma gaiola equipada com dois alçapões pendurada em uma árvore. Por isso, os guardas constataram que a espécie era utilizada como “chama” (isca) para atrair e capturar outros animais.

A apreensão ocorreu durante um patrulhamento de fiscalização ambiental. Entretanto, o responsável pela armadilha não foi identificado no local. Consequentemente, a equipe apreendeu o equipamento e encaminhou a ave para avaliação técnica.

Avaliação biológica no Parque Ecológico de Mongaguá

Posteriormente, o animal recebeu atendimento especializado no Parque Ecológico de Mongaguá. O biólogo Daniel Monteiro Bortone analisou a saúde e o comportamento do pássaro para determinar a conduta adequada.

De acordo com o profissional, o pintassilgo apresentava estresse elevado pela tentativa de fuga. Além disso, a ave não tinha machucados e estava bem alimentada, o que indicava uma captura recente.

Deste modo, a equipe técnica confirmou que a espécie era nativa da região e mantinha seus hábitos selvagens preservados. Por causa disso, o biólogo autorizou a devolução imediata do animal à natureza.

Soltura imediata e combate ao crime ambiental

Assim, os agentes do GEPAM conduziram a fêmea até uma área de preservação próxima ao local do resgate. A soltura foi formalizada pelo Termo de Soltura e Destinação, garantindo a segurança do processo.

Conforme explicou a equipe técnica, a soltura rápida é recomendada quando o tempo de cativeiro é curto. Afinal, os animais conhecem o seu próprio território e encontram comida com facilidade.

Em resumo, a apanha e manutenção de animais silvestres sem autorização é um crime ambiental grave. A prática é punida pela Lei Federal nº 9.605/98. Por fim, a população pode fazer denúncias anônimas pelo telefone 153 da Guarda Municipal.

Serviço e Denúncias

Ademais, o apoio da população é fundamental para combater o tráfico de animais silvestres na Baixada Santista.

  • Órgão responsável: Guarda Civil Municipal de Mongaguá / GEPAM.
  • Telefone para denúncias: 153 (Central da GCM).
  • Atendimento médico-veterinário: Parque Ecológico de Mongaguá.

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