A deputada federal Rosana Valle oficiou o Ministério da Saúde para solicitar a inclusão do medicamento ribociclibe no SUS para pacientes em fase inicial e de alto risco de câncer de mama.
A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) solicitou ao Ministério da Saúde a incorporação do medicamento ribociclibe ao SUS para o tratamento de mulheres com câncer de mama inicial. O pedido visa reverter a orientação preliminar da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que sugeriu restringir a oferta do remédio apenas a casos com alto risco de recorrência.
A iniciativa foi oficializada na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF, durante a consulta pública 61/2026 da Conitec. A parlamentar questionou a decisão do colegiado de afastar a distribuição gratuita do remédio para quem está no início do tratamento.
Benefícios do remédio e impacto financeiro
Comercializado sob o nome Kisqali, o ribociclibe age no bloqueio de proteínas responsáveis pela proliferação celular e reduz o risco de reincidência do tumor do tipo RH+ e HER2 negativo. Atualmente, o custo mensal contínuo da medicação supera R$ 15 mil na rede privada, com caixas custando entre R$ 6.380 e R$ 28.758.
“No Brasil, tratamento moderno é privilégio de quem pode pagar. Isso precisa mudar. Se existe uma opção, ela precisa ser analisada pelo SUS com rigor, mas também com urgência”, destacou Rosana Valle, que preside a Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo.
Previsão de casos e economia ao SUS
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam 78,6 mil novos casos anuais de câncer de mama no país entre 2026 e 2028. Além do ganho terapêutico, estudos enviados à Conitec projetam uma economia de até R$ 49,4 milhões para os cofres públicos em cinco anos com a adoção do medicamento.

