Hábitos comuns do dia a dia podem colocar o coração em risco sem dar sinais

Hábitos comuns do dia a dia podem colocar o coração em risco sem dar sinais

Você sabia que hábitos aparentemente inofensivos da sua rotina podem estar sobrecarregando o seu coração silenciosamente? Especialista alerta para os perigos invisíveis.

Muitas pessoas acreditam que, por serem jovens ou manterem um peso considerado ideal, estão imunes a problemas no coração. No entanto, a realidade é bem diferente: hábitos comuns do dia a dia podem esconder riscos graves que não apresentam sintomas até que seja tarde demais.

Um estudo brasileiro baseado no Global Burden of Disease revelou que 83% das mortes por doenças cardiovasculares em 2019 estavam diretamente ligadas a fatores de risco evitáveis. Com a chegada do Setembro Vermelho e o Dia Mundial do Coração (29 de setembro), nunca foi tão importante rever o que você faz quando ninguém está olhando.

O perigo invisível do cotidiano

A cardiologista Dra. Fernanda Douradinho explica que o grande vilão é a “normalização” de comportamentos nocivos. Itens como o excesso de sódio, consumo de ultraprocessados, sedentarismo e, principalmente, o estresse crônico e a falta de sono, são ignorados pela maioria da população.

“O consumo elevado de sódio e a baixa atividade física merecem atenção especial no Brasil. São fatores que incorporamos à rotina sem perceber o impacto acumulativo na saúde cardiovascular”, alerta a médica.

Jovens e ativos também estão na mira

O mito de que a prática de exercícios físicos compensa qualquer dieta ou nível de estresse é perigoso. Segundo a Dra. Fernanda, ser magro e fisicamente ativo não garante um coração blindado. Condições como hipertensão, colesterol alto e diabetes podem ser silenciosas durante anos.

“Peso adequado e academia não significam, isoladamente, baixo risco. É preciso avaliar o sono, o nível de estresse e o histórico familiar constantemente”, reforça.

Sinais de alerta que você não deve ignorar

Nem todo problema cardíaco começa com uma dor forte no peito. Muitas vezes, o corpo dá sinais sutis que são confundidos com cansaço ou ansiedade. Fique atento se você notar:

Cansaço desproporcional ao esforço realizado;
Falta de ar repentina;
Palpitações ou tonturas;
Desconforto inexplicável no peito durante atividades rotineiras.

A cardiologista destaca que qualquer mudança na capacidade de realizar tarefas que antes eram simples deve ser investigada. “Sintomas persistentes não devem ser atribuídos automaticamente à falta de condicionamento físico. A prevenção deve começar muito antes dos primeiros sinais aparecerem”, conclui.


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